Sala de Ensaio do Romance

De Luisa Bruno, Felipe Rocha e Gabriel Abreu
Antes do romance de Gabriel Abreu

Se um romance pudesse ser ensaiado –– se quem escreve o fizesse a partir do corpo; se seus elementos tipicamente literários fossem conduzidos ao espaço físico; se fosse possível conservar, em palavras, a potência efêmera dos gestos, das ações e das materialidades que compõem a cena; se pudéssemos incitar o olhar da leitora a um ato de observação e interpretação que extrapolasse o universo narrativo, e que a tornasse uma expectadora na plateia escura de um teatro sem sair de casa, ou seja, se nos propuséssemos a ir ao encontro da teatralidade do romance –– o que o autor descobriria em sua sala de ensaio e de que forma poderia transpor o que foi encontrado de volta à página e à instância da leitura?

Sinopse

Sala de Ensaio do Romance acompanha um autor que decide transformar o fim de uma relação amorosa em matéria de criação, levando o tema para dentro de uma sala de ensaio com atores-personagens que encarnam e tensionam sua própria história. Entre diários, cenas, improvisações e discussões sobre o processo, vida e ficção se embaralham, fazendo com que os limites entre autor, personagens e intérpretes se tornem instáveis.

À medida que o trabalho avança, o próprio processo criativo entra em crise: os personagens reivindicam sua existência, os atores resistem às imposições do autor e o romance passa a ser escrito a partir do risco, da perda de controle e da exposição do íntimo.

A peça investiga, assim, a possibilidade de “ensaiar” um romance, deslocando a escrita para o corpo e para o espaço, e propõe uma experiência híbrida entre teatro e literatura, em que o espectador acompanha não apenas uma história de separação, mas o próprio nascimento (e possível fracasso) de uma nova obra.

Entre melancolia e humor, colapso e reinvenção, Sala de Ensaio do Romance é uma autoficção sobre o amor, o trabalho artístico e a dificuldade sempre renovada de recomeçar.

Proposta de temporada

Depois de uma temporada de estreia no Rio de Janeiro com apresentações lotadas em março de 2026, procuramos agora novos espaços para apresentar a peça.

Idealmente, o espetáculo acontece em uma casa ou apartamento que tenha uma sala de estar ampla com luzes indiretas (abajures, luminárias, etc) e assentos para o público (sofás, poltronas, cadeiras, almofadas). Além disso, é ideal que o espaço conte com mais dois cômodos: uma cozinha (se possível, com forno para assar pães de queijo) e um quarto de dormir com uma cama onde possamos deitar.

A maior parte da peça acontece na sala de estar, mas durante um breve momento os atores guiam o público para a cozinha e para o quarto, onde acontecem duas cenas curtas, antes de voltar novamente para a sala. A cozinha e o quarto podem ser menores que a sala. A iluminação usada é apenas aquela disponível no espaço. O único equipamento de som usado é uma caixa de som portável que nós mesmos levamos.

Nossa filmagem oficial ainda está sendo editada, mas abaixo você pode assistir a uma gravação de um ensaio geral. No vídeo do ensaio, não estamos usando o figurino, e a iluminação está um pouco diferente do que normalmente é. Nas fotos adicionais, você pode ter uma noção melhor de como usamos o espaço durante as apresentações.

Ficha técnica

Dramaturgia, Direção e Elenco: Luisa Bruno, Felipe Rocha e Gabriel Abreu
Orientação: Caio Riscado
Design gráfico: Carolina Muait
Filmagem ensaio geral e Fotos oficiais: Bruno Mello
Filmagem oficial: Fernanda Catunda e Bruno Mello
Edição de filmagem: Fernanda Catunda
Captação de som: Pedro Moragas

Contato

Gabriel Abreu
(21) 99996-6290
gambreu@gmail.com